Faq's

As questões que se seguem são habitualmente colocadas por pessoas que, embora não tenham um conhecimento técnico aprofundado, demonstram um interesse genérico sobre o tema.

 

Remeta as suas dúvidas ou questões para a direcção da clínica, que lhe dará uma resposta o mais breve possível (info@psimind.com.pt).

PSICOLOGIA CLÍNICA
1 - Porquê falar com um psicólogo em vez de um amigo e/ou um familiar?
O psicólogo clínico possui um modelo teórico orientador da sua actuação e um conjunto de técnicas que lhe permitem diferenciar o apoio que presta aos seus pacientes. A par de um saber especifico, a sua atitude é de neutralidade, escuta activa e atenção selectiva o que lhe permite focalizar-se no sujeito e com ele traçar um percurso que visa aumentar o auto-conhecimento e promover a mudança e o restabelecimento do equilíbrio psicológico.
2 - A confidencialidade é sempre assegurada?

O psicólogo clínico rege-se por um código deontológico próprio, pelo que a confidencialidade é garantida em todos os momentos da interacção. A aliança terapêutica que se estabelece entre o psicólogo e o sujeito, assenta na confiança, sentimento que só poderá ser construído a partir de uma conduta séria e idónea, de respeito mútuo. O sigilo profissional só poderá ser levantado mediante uma ordem judicial.

3 - A psicologia clínica é uma ciência?

A Psicologia Clínica é uma ramo da psicologia que estuda o comportamento humano e os seus processos mentais (sensação, emoção, percepção, aprendizagem, inteligência, etc.). O foco da psicologia é o sujeito. Rege-se pelo método científico, obedecendo a constructos teóricos e técnicos consistentes e estáveis. Alicerça-se em saberes específicos e em regras de conduta técnica e deontológica.

4 - Quais os sinais de alarme que me permitem identificar, no meu filho, a necessidade de procurar ajuda psicológica?
Se verificar uma alteração no comportamento do seu filho (comportamentos ritualísticos, agressividade, passividade, desinteresse, isolamento, euforia...), que pela sua natureza prejudique o seu quotidiano em meio familiar, escolar e/ou social, deverá então procurar a ajuda de um profissional. Estas alterações podem ter maior ou menor visibilidade de acordo com as características da criança, pelo que é importante estar atento à sua intensidade e duração.
5 - Quando devo procurar um psicólogo?
Não existe uma altura única ou momento específico para se procurar um psicólogo, variando as razões de pessoa para pessoa. Assim, quer se tratem de momentos de dificil adaptação a alterações na sua vida, geradoras de sofrimento; a sentimentos de inadequação ou dificuldades relacionais; a necessidades de avaliação de competências ou de personalidade; ou à vontade de mudança ou de auto-conhecimento, a procura de um profissional poderá ser algo a considerar.
Algumas das problemáticas que tendem a levar a esta procura são: depressão; perturbações do sono; ansiedade, fobias e ataques de pânico; distúrbios alimentares; comportamentos aditivos; processos de luto; ou dificuldades na esfera da sexualidade.


TERAPIA DA FALA
1 - Só devo levar o meu filho a um TF a partir dos cinco anos de idade?
Não. A intervenção do Terapeuta da Fala começa desde a neonatologia, por isso não existe uma idade específica para se iniciar a intervenção. Pelo contrário, na presença de sinais de alarme ou caso seja alertada pela Educadora de Infância do seu filho ou por outro Profissional de Saúde deverá procurar um Terapeuta da Fala.
2 - Se o meu filho tiver dificuldades ao nível da linguagem devo esperar que ele entre para o ensino primário para ver como evolui com a aprendizagem da leitura e da escrita?

Não. Caso se verifiquem dificuldades, deve ser acompanhado sempre antes de ingressar o ensino primário. Antes da criança aprender a ler e a escrever deverá ter as dificuldades ao nível da fala/linguagem solucionadas pois caso hajam estas dificuldades quando iniciar o processo da escrita a criança irá escrever da mesma forma que fala.

3 - O meu filho gagueja porque quer dizer muitas coisas ao mesmo tempo e atrapalha-se?

Depende da idade em que surgem esses episódios e da duração dos mesmos. Por volta dos três anos de idade é comum encontrar-se crianças com episódios de gaguez, ao que chamamos gaguez de desenvolvimento, um tipo de gaguez que tem resolução espontânea, sem que seja necessária a intervenção do TF. No entanto é necessário que os pais esteja atentos a estes episódios, sendo que caso estes se prolongarem por mais de seis meses, deverá procurar a ajuda de um TF.

4 - A gaguez tem cura?
Depende. Em casos em que é identificada nos primeiros anos de vida iniciando imediatamente a intervenção do TF a taxa de sucesso é elevada. No entanto em casos de crianças com idade mais avançada, ou em adultos, a intervenção do TF não passa por curar a pessoa mas sim por ajuda la a viver com esta dificuldade recorrendo a estratégias que irão diminuir os episódios de gaguez. A gaguez não tem cura e não deve ser desvalorizada todos os indivíduos que tenham esta dificuldade devem ser acompanhados por um TF.
5 - O meu filho respira sempre pela boca é normal?

Não. O padrão respiratório adequado utiliza o nariz como canal de entrada e saída de ar, caso o seu filho se encontre sempre congestionado e respire pela boca não deverá ignorar nunca! Deverá recorrer a um Otorrinolaringologista para compreender qual a origem do problema e solucioná-lo. De qualquer forma após ser resolvido o problema, deverá recorrer posteriormente a um TF para que haja um treino respiratório, para que a criança aprenda de novo a respirar pelo nariz. Em grande parte dos casos em que são retirados os adenóides, realmente o canal por onde passa o ar fica desobstruído, no entanto a criança assumiu a respiração oral como padrão respiratório e se não for reeducada para adoptar a respiração nasal, na maior parte dos casos irá continuar a adoptar um padrão respiratório errado.

6 - A respiração pela boca pode trazer problemas para o meu filho?

Sim. Respiradores orais não têm um sono tão reparador devido à má oxigenação cerebral, sendo que acabam por ser crianças com dificuldades de concentração mau aproveitamento escolar. São crianças que muitas vezes têm dificuldade em controlar a baba e que apresentam alterações na arcada dentária.

7 - O meu filho não diz alguns sons quando fala é normal?

Depende. A aquisição dos sons da fala está predefinida de acordo com etapas etárias, significa que a criança tem períodos específicos para adquirir determinados sons. Uma criança com cinco anos que apresente uma articulação pouco precisa, deverá procurar de imediato um TF. Em faixas etárias anteriores aos cinco anos deverá estar atento aos sinais de alerta que a Educadora de Infância do seu filho despiste.

8 - O meu filho gagueja, quando devo procurar ajuda?

Deve recorrer a um TF quando: verificar que os episódios de gaguez persistem há mais de 6 meses; existir contracção muscular da região da face e pescoço associada ao discurso; a criança priva se de participar em actividades que requerem que fale para um grupo de pessoas; existirem casos de gaguez na família.



PSICOMOTRICIDADE

1 - Em que consiste a Intervenção Psicomotora?
Na reeducação ou terapia de mediação corporal e expressiva, na qual o Psicomotricista ou o Técnico Superior de Educação Especial e Reabilitação (TSEER) estuda e compensa a expressão motora inadequada ou inadaptada, em diversas situações geralmente ligadas a problemas de desenvolvimento e de maturação psicomotora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psico-afectivo.
2 - Para que problemáticas é indicada a Psicomotricidade?

 

  • Nível corporal - dispraxia, desarmonias tónico-emocionais, instabilidade postural, perturbações do esquema corporal e da lateralidade, estruturação espacial e temporal, perturbações da imagem corporal, problemas psicossomáticos.
  • Nível relacional - dificuldades de comunicação e de contacto, relacionamento interpessoal, inibição, hiperactividade, agressividade, e outros problemas de comportamento.
  • Nível cognitivo - no plano do processamento informacional - défices de atenção, de memória, de organização perceptiva, simbólica e conceptual.
  • Nível educativo - dificuldade de aprendizagem, disgrafias entre outras.

3 - A que população se destina?

Crianças em fase de desenvolvimento; bebés de alto risco; crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento global; pessoas portadoras de necessidades especiais (deficiências sensoriais, motoras, mentais e psíquicas); família e 3ª idade.

Com diagnóstico clínico específico:
Dificuldades de Aprendizagem (dislexia, disortografia, discalculia, disgrafia); Défice Cognitivo; Problemas Psicomotores (Dispráxia); Défice de Atenção; Problemas de Comportamento; Perturbação da Hiperactividade; Atraso Global no Desenvolvimento; Perturbação do Espectro do Autismo; Síndrome de Asperger; Trissomia 21; Doença de Alzheimer; Deficiência Motora; Paralisia Cerebral; entre outras.

 

4 - Quais as áreas de intervenção?
  • Intervenção Precoce - Visa facilitar e optimizar o desenvolvimento de crianças que apresentem disfunções ou em situação de risco.
  • Terapia e Reeducação Psicomotora - Implica uma mediação corporal na qual o terapeuta compensa condutas psicomotoras inadequadas e desajustadas.
  • Desenvolvimento de Competências Pessoais e Sociais - Promoção e melhoria das relações interpessoais, desenvolvimento de aptidões individuais de responsabilidade, autonomia pessoal e social.
  • (Re)educação Cognitiva - Pretende compensar défices ao nível do processamento informacional através de diversos programas de estimulação cognitiva.
  • Intervenção Psicoeducacional - Reeducação e desenvolvimento de todas as capacidades metalinguísticas e dos processos subjacentes à leitura, escrita e cálculo.
  • Gerontopsicomotricidade - Tem como objetivo a aplicação de programas de estimulação psicomotora de modo a evitar ou atrasar a deteorização psicobiológica associada ao envelhecimento, com o intuito de contribuir para a independência funcional da pessoa idosa.
5 - Quais as metodologias utilizadas na Psicomotricidade?

Estão relacionadas ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afectivas e orgânicas. Utiliza actividades de recreação terapêutica, terapias expressivas, actividades lúdicas e didácticas, técnicas de relaxação e consciência corporal, actividade motora adaptada e actividades de consciencialização motora, associando sempre a actividade representativa e simbólica na aprendizagem.

6 - Quais os objectivos gerais de uma Intervenção Psicomotora?
  • Centra-se na identificação das capacidades individuais de crianças, adolescentes e adultos, no intuito de estimular e desenvolver as várias competências académicas, cognitivas, sócio-emocionais, simbólicas, psicolinguísticas, motoras e/ou comportamentais.
  • Visa aperfeiçoar ou normalizar o comportamento geral da criança e favorecer a sua integração social, através da consciência do próprio corpo, domínio do equilíbrio, controle da inibição voluntária e da responsabilidade, controle e eficácia das diversas coordenações globais e segmentárias, organização do esquema corporal, orientação espacial e temporal, entre outras.
  • Tem como objetivo a aplicação de programas de estimulação psicomotora de modo a evitar ou atrasar a deteorização psicobiológica associada ao envelhecimento, com o intuito de contribuir para a independência funcional da pessoa idosa..

 

7 - Quais os modelos de intervenção?
  • Preventivo - Promoção e estimulação do desenvolvimento; melhoria e manutenção de competências de autonomia ao longo de todas as fases da vida; promoção de qualidade de vida do idoso;
  • Educativo - Estimulação do desenvolvimento psicomotor e do potencial de aprendizagem;
  • Reeducativo ou Terapêutico - Intervenção nos problemas de desenvolvimento ou aprendizagem e nos problemas psico-afetivos de base relacional, que comprometem a adaptabilidade da pessoa.

 

8 - Quais as competências de um Técnico Superior de Educação Especial e Reabilitação / Reabilitação Psicomotora?

O TSEER/TRP é um profissional habilitado na área da saúde e da educação que previne, avalia, trata e estuda o indivíduo na aquisição e no desenvolvimento de transtornos psicomotores. Exerce a sua actividade em níveis de intervenção, centrados no plano individual e contextual, assumindo as seguintes funções e competências profissionais:

 

  • Avaliação do perfil e do desenvolvimento psicomotor;
  • Domínio de modelos e técnicas de habilitação e reabilitação psicomotora em populações especiais ou de risco;
  • Prescrição, planeamento, avaliação, implementação e reavaliação de programas de Psicomotricidade;
  • Formação, supervisão e orientação de outros técnicos;
  • Consultoria e organização de serviços vocacionados para a Psicomotricidade;
  • Proposta de adaptações envolvimentais (familiares e escolares) susceptíveis de maximizarem as respostas reeducativas ou terapêuticas decorrentes da intervenção directa.

 

9 - Quais os locais onde pode ocorrer a Intervenção Psicomotora?
A intervenção Psicomotora pode ocorrer nos sectores público e privado, nas áreas da saúde, educação, segurança social, justiça e desportiva. Inclui jardins-de-infância, escolas, escolas de ensino especial, centros de dia, instituições para pessoas com deficiência, residências para crianças e jovens, hospitais gerais e psiquiátricos, instituições de inserção social, associações desportivas, projectos municipais, centros de actividades, instituições para pessoas idosas, clínicas e apoio domiciliário.



TERAPIA FAMILIAR
1 - O que é a Terapia Familiar?
No decorrer da nossa vida pessoal e familiar surgem situações que podem resultar em crise – morte de alguém, desemprego, nascimento de um filho, doença, entre outras. A consulta de Terapia Familiar e Casal serve para, em conjunto, família e terapeuta, procurar caminhos e saídas em alternativa àquelas que até aí não estavam a funcionar.
2 - Quando posso procurar Terapia Familiar e/ou de Casal?

Pode procurar ajuda de um terapeuta familiar quando existe: sentimentos constantes de insatisfação na relação; problemas com o comportamento das crianças ou dificuldades escolares; preocupações ou insatisfação sexual; dificuldade de diálogo com o(a) namorado(a), cônjuge, filhos, pais, ou outros elementos da família, amigos ou colegas de trabalho; stress familiar devido a doenças crónicas ou outras doenças em que o stress tem o papel principal.

3 - Em que consiste uma consulta de terapia familiar?

A consulta de Terapia Familiar pode ser realizada apenas com uma pessoa, num espaço onde sejam conversados e pensados os efeitos que o problema individual tem no meio envolvente e como o contexto influencia o mesmo problema; com o casal, num espaço onde seja possível pensar novas formas de comunicação e novas formas de relacionamento; ou com toda a família, num espaço onde é possível o crescimento emocional e relacional de cada um dos elementos da família.

4 - E se o meu cônjuge/família não quiser(em) participar?
Não é necessária a presença de toda a família para que a intervenção e consequente mudança aconteça. Por vezes, outros membros da família que não estejam interessados acabam por se envolver mais tarde se existir pelo menos um membro motivado.

 

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